Fotografia Documental de partos

Luna

Fotografia Documental de partos - Hospital Regional São Paulo
No dia 28 de maio, ela escolheu encher o mundo de luz!

Estamos vivenciando o maior amor do mundo, e não tem palavras pra descrever isso, e não é por falta de vontade, é porque o coração já tá transbordando.

Vou contar essa história pra vocês. Hoje, a Luna completa sete dias aqui nesse mundo.

Mas ela já era amor antes da primeira vista.

Quando a mana ficou grávida, não podia ter amor maior. Aquele sustinho dos papais: tipo, e agora? 

E agora, ela está nos braços. O cheirinho, o choro que nunca se ouve, porque ela dorme como um anjo, o pezinho, o olhar, as dobrinhas.

No dia 28 ela decidiu chegar. Fecharam as 40 semanas e ela aproveitou o ventre da mamãe até o último dia.

Os sinais de que ela estava chegando começaram a 1 da manhã. Fomos pro hospital pelas 05 horas, mas até a internação foi por volta do meio dia. As contrações aumentaram, o obstetra de plantão era o Dr. Cassio, que com toda paciência e amor explicava tudo.

Muitas mulheres como a mana sonham com esse dia, e com o parto normal. E assim se encaminhava. A dilatação, os exercícios pré-parto humanizado, e todo atendimento das enfermeiras e apoio do médico. Tudo ia evoluindo, mas ao chegar, o médico já havia falado que a pequena Luna, era grande. Sabe aquelas cenas que ficam na memória, que tudo passa como um filme. O pai, Erardo, dando toda força, ajudando no banho, no alongamento, no abraço, na oração.

Por volta das 17 horas, as coisas mudaram. A Luninha estava sendo forte e ajudando a mamãe Anndrehsa, com todo amor e força, mas não estavam conseguindo sozinhas.

Quando me pedem se o parto ou a cesárea é mais emocionante, ou que uma mulher é mais mãe por escolher um e outro digo: um filho nascendo, vê-lo pela primeira vez, isso sim é emoção. Não importa como chegam, mas importa que venham com saúde, e não é coisa de ditado ou palavras ao vento. 

O Dr. Cassio sabia do desejo da minha irmã de ter um parto normal, mas repito, não foi ela nem a Luna que não conseguiram, elas vivenciaram as sensações dos dois partos. Eu escrevo isso com lágrimas pra vocês. Porque quero que a história dela também  encoraje vocês a serem mães que são, não importa o que digam.

Por fim, depois de todos os recursos, e sabendo que a luna poderia ter mais de 3,500kg, o médico sugeriu a cesárea. É claro que depois de tantas horas, de contrações, de medos, de ansiedade e espera, as lágrimas insistiram em chegar, e mais uma vez elas foram fortes. Eu estava lá, o papai estava lá. Do lado de fora dos hospital as vovós, a família. Do outro lado do oceano o restante da família também esperava noticias dessa bebezinha de tanto amor.

Fomos ara o centro cirúrgico. toda equipe com muita dedicação, cuidado, profissionalismo e amor, preparou tudo para a chegada da Luna.

E às 20h 48, ela chorou aqui fora. Ela, eu, a mamãe, o papai, a vovó que ouviu lá de fora. e o mundo virou em um sorriso que não cabia no coração.

Eu não sei se consegui passar a emoção que vivi. Sendo fotógrafa e podendo registrar e acompanhar cada instante desse dia que marcou nossas vidas. É claro que eu chorei, eu sempre me emociono, mas faço meu trabalho, mas dessa vez eu era a titia.

Eu me apaixono cada vez mais por essa fotografia, a primeira vez que você vai ver um filho.

Agradeço a profissão que escolhi, essa missão de guardar pra sempre esse primeiro olhar, esse sorriso, esse momento.

Ela nasceu com 3,595 kg, e com um amor que não tem medidas ao seu redor.

Obrigada a toda equipe que fez esse sonho se realizar. Mana, você nos deu um presente que nunca imaginava. E já nasceu toda cheia de personalidade, encarando minha câmera e desmanchando nossos corações de alegria.

E agora vivam conosco esse momento em alguns cliques que resumem este dia, o Dia especial, Luna Benítez Lopez!

Seja luz!